Júri responsabiliza Facebook por 43,9 milhões de violações no Novo México
Veredito de 25 de setembro considerou enganosas declarações do Facebook a consumidores sobre privacidade e outras práticas. O valor de eventuais multas ainda será fixado pelo juiz, e a Meta afirma discordar da decisão.
- O Departamento de Justiça estadual contabilizou cerca de 43,9 milhões de violações da lei de proteção ao consumidor.
- O veredito define a responsabilidade da empresa; a penalidade ainda será fixada pelo juiz.
- Multa ainda depende do juiz: A lei estadual permite multa civil de até US$ 5 mil por violação intencional.
Equipe Ruah Publitech
Fonte: Departamento de Justiça do Novo México; Associated Press

Crédito: Imagem ilustrativa: Ruah Publitech, gerada com IA; não retrata o julgamento
O júri que analisou o processo do Novo México contra o Facebook concluiu, em 25 de setembro, que a empresa fez declarações enganosas a consumidores sobre o tratamento de dados pessoais e outras práticas da plataforma. O Departamento de Justiça estadual contabilizou cerca de 43,9 milhões de violações da lei de proteção ao consumidor. O veredito define a responsabilidade da empresa; a penalidade ainda será fixada pelo juiz.
A ação ganhou força após o caso Cambridge Analytica, mas o julgamento foi além daquele episódio. O estado questionou o que o Facebook dizia publicamente sobre o controle dos usuários sobre seus dados, a fiscalização de aplicativos de terceiros e a aplicação de regras contra desinformação e discurso de ódio.
O alcance do veredito
Segundo o Departamento de Justiça do Novo México, os jurados consideraram enganosas afirmações sobre coleta, proteção, compartilhamento e uso de informações pessoais. Os jurados também avaliaram promessas de investigar aplicativos com amplo acesso a dados após o escândalo Cambridge Analytica, além de declarações sobre moderação e aplicação uniforme dos padrões da plataforma.
O resultado não significou acolhimento integral da acusação. A Associated Press informou que os jurados rejeitaram ao menos uma alegação relacionada à remoção de conteúdo nocivo. Essa distinção importa porque o veredito se refere às declarações examinadas no processo, não a toda prática atribuída à empresa.
Multa ainda depende do juiz:
A lei estadual permite multa civil de até US$ 5 mil por violação intencional. Esse é um teto por ocorrência, e sua multiplicação pelo total apontado pelo júri não equivale a uma condenação já imposta. A definição do valor e de eventuais ordens para impedir práticas semelhantes caberá ao juiz em uma etapa posterior. A Associated Press informou que uma audiência sobre as penalidades está prevista para 1º de outubro.
A Meta afirmou à agência que discorda do veredito e continuará defendendo sua atuação. Seus advogados sustentaram que parte das provas apresentadas pelo estado estaria desatualizada e apontaram mudanças nas políticas da companhia desde o início da ação.
O que a decisão alcança
O julgamento aplica a lei de proteção ao consumidor do Novo México. Ele não altera automaticamente as regras brasileiras de privacidade nem estabelece, por si só, uma sanção nacional nos Estados Unidos. O próximo marco concreto do processo será a decisão judicial sobre penalidades e possíveis obrigações futuras para a empresa.
Análise da Ruah Publitech
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